Santa Catarina decide decretar estado de calamidade pública após ‘ciclone bomba’, diz secretário da Defesa Civil


Pelo menos 135 municípios registraram estragos causados pelo fenômeno que atingiu o estado entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta. Ventos chegaram a Secretário de Defesa Civil de SC fala sobre impactos do ciclone em Santa Catarina
O secretário da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Junior, afirmou na manhã desta quinta-feira (2) que o estado decidiu decretar estado de calamidade pública após a passagem do ciclone bomba, que atingiu pelo menos 135 municípios de todas as regiões. “No final da tarde de ontem, nós definimos a decretação”, afirmou. O decreto ainda não foi publicado no Diário Oficial do Estado. Nove pessoas morreram e outras duas continuam desaparecidas em Canelinhas, no Norte catarinense, e em Brusque, no Vale do Itajaí. Até as 8h30 desta quinta, 238,1 mil imóveis permaneciam sem energia, segundo monitoramento da Celesc.
Na prática, conforme o secretário, o decreto permite agilizar os processos para que o estado tenha acesso a recursos destinados à reconstrução das cidades atingidas. Algumas prefeituras já entregaram o levantamento dos estragos e outras ainda contabilizam os prejuízos. De acordo com o balanço da Defesa Civil estadual, Chapecó e Palmitos, no Oeste catarinense, decretaram situação de emergência reconhecida pelo estado.
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“Para que nós tenhamos a maior agilidade possível, para que nós tenhamos contratos aqui em Santa Catarina com registro de preço, é só solicitar do fornecedor que ele entrega, por exemplo, as telhas, as cestas básicas, isso a gente tá fazendo com recurso do estado”, disse.
Está prevista para a tarde desta quinta-feira (3) uma reunião com o fórum parlamentar catarinense, composto por senador e deputados estaduais, onde será avaliado o envio de auxílio ao estado.
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Cordeiro Junior adiantou que conversou com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves. “A questão da reconstrução, com volumes maiores de recursos, a gente vai ter apoio da união”, disse. Ainda não há informações sobre o valor recebido, pois, segundo ele, o montante solicitado vai depender da avaliação dos estragos, que ainda é realizada no estado.
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COM AGÊNCIAS

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