Maior franquedora da Pizza Hut nos Estados Unidos pede concordata em meio à crise do coronavírus


A NPC International é dona de 1,2 mil lojas da pizzaria e acumula quase US$ 1 bilhão em dívidas. Pizza Hut: 42% do market share da empresa está nos Estados Unidos

A empresa NPC International, maior franqueadora da Pizza Hut nos Estados Unidos, entrou com pedido de concordata nesta quarta-feira (1). A empresa tenta renegociar dívidas de US$ 903 milhões.
Dona de 1,2 mil lojas da pizzaria e 385 da rede Wendy’s, a empresa tenta recuperar as contas por meio do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos. O trecho se assemelha aos processos de recuperação judicial no Brasil, e prevê que a empresa continue operando enquanto cria um plano de solução aos problemas operacionais (turnaround).
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Com o início da pandemia do novo coronavírus e o isolamento necessário para combater o vírus, franquias tradicionais dos Estados Unidos passaram por pedidos de concordata nos últimos meses, casos da Chuck E. Cheese e Le Pain Quotidien. A Pizza Hut sofreu impacto mais brando por conta do mercado de delivery.
Ainda assim, o balanço do primeiro trimestre de 2020 da Yum! Brands, controladora da pizzaria, mostra queda de 21% do lucro operacional da rede Pizza Hut em comparação com mesmo período de 2019. A situação da franqueadora que carregava dívidas se agravou.
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“Enquanto a NPC trabalha neste processo de recuperação, nós daremos suporte para transformar a organização com níveis de dívida menores e mais sustentáveis, excelência operacional e maior investimento na estrutura dos restaurantes”, disseram representantes da Pizza Hut à Bloomberg.
A NPC International tem quase 40 mil funcionários em 27 Estados norte-americanos. O primeiro restaurante da Pizza Hut aberto pela firma data de 1962.
Como maior dona de lojas da marca nos Estados Unidos, a NPC é fundamental para a atuação da Pizza Hut em seu principal mercado. Segundo balando da Yum! Brands, o país representa 42% das operações.
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Lei de Falências
O Capítulo 11 da lei de falências americana (Bankrutpcty Code) permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores.
A legislação americana define “bankruptcy” como “procedimento legal para lidar com problemas de dívidas de indivíduos e empresas”. A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.
O Capítulo 11 permite ao devedor manter todos seus ativos, se opor às demandas de seus credores, adiar os prazos de seus pagamentos e até reduzir unilateralmente sua dívida. Em contrapartida, obriga a empresa que se coloca sob sua proteção a dar ao juiz das falências informações detalhadas sobre o andamento das transações sobre seus credores.
Se as transações transcorrem bem, a empresa consegue do juiz e dos credores um plano de reorganização dentro de um prazo de até vários meses. Trata-se de um contrato que estipula a forma como a companhia vai pagar suas dívidas e de onde virá o dinheiro que servirá para este fim.
No Brasil
No Brasil, a Pizza Hut é controlada pela IMC (International Meal Company), dona das redes KFC, Viena e Frango Assado. A empresa demitiu, recentemente, 30% de seus funcionários para reduzir custos e preservar caixa durante a pandemia.
A receita líquida para o primeiro trimestre havia sido de R$ 366,6 milhões, alta de 1,1% sobre o registrado um ano antes. Mas antes da pior fase da crise, a empresa teve prejuízo operacional no trimestre de janeiro a março de R$ 35,7 milhões.
Procurada pelo G1 para comentar a situação na matriz, a empresa não respondeu até a última atualização desta reportagem.

COM AGÊNCIAS

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