Entregadores protestam por melhorias das condições de trabalho em Maceió


Grupo parou serviços e fez uma manifestação pelas ruas da cidade. Associação diz que empresas que atuam no setor de delivery implementaram ações de apoio aos entregadores. Motoboys que fazem entrega por meio de aplicativos protestam em Maceió

Entregadores que prestam serviço por meio de aplicativos para smartphones realizaram um protesto nesta quarta-feira (1) em Maceió. A categoria cobra melhorias das condições de trabalho, como equipamentos de proteção, aumento das taxas de corridas e seguro contra acidentes. O protesto aconteceu também em outras cidades do país.
O grupo percorreu, de motocicleta, diversas ruas da capital. Por volta do meio-dia, o protesto chegou à Avenida Fernandes Lima, principal via de Maceió, e bloqueou temporariamente o trânsito no sentido Tabuleiro.
Em nota à imprensa, as empresas que integram a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que atuam no setor de delivery, informam que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco.
Segundo a Amobitec, os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas. A associação também informou estar aberta ao diálogo e que a mobilização desta quarta “não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza” (leia na íntegra ao final do texto).
Everton Lima, 24, é entregador, mora com os pais, mas é o único que trabalha em casa. Por telefone, ele contou ao G1 que toda a renda domiciliar vem das entregas que faz diariamente e que precisa de suporte e pagamento mais justo por parte dos aplicativos.
“Na pandemia, eles distribuíram máscara e álcool gel, mas não é só isso. A gente precisa de aumento no valor da taxa de entrega, EPIs, seguro acidente… também queremos o fim do bloqueio indevido nas plataformas. Muitas vezes a gente entrega o pedido na casa do cliente, ele vai no app e diz que não entregamos e a gente não tem espaço pra se defender. É suspenso por 48 horas e fica sem trabalhar. Se a gente não trabalha, não recebe. queremos um tratamento mais justo”, diz o entregador Everton Lima.
Everton afirma que trabalha de terça a sábado, das 10h à meia-noite, e tenta folgar às segundas-feiras. Mas quando as contas apertam, ele trabalha sem folga, para poder manter a renda domiciliar. O questionamento dele é semelhante ao da categoria, de que se a taxa de entrega fosse maior, a carga horária não seria tão desgastante.
“A gente recebe, em média, R$ 5 por 2 km rodados para a entrega. Mas quando a distância é maior, cerca de 12 km, a gente recebe apenas R$ 10 ou R$ 11. A distância é muito maior e o pagamento não acompanha. Além disso, a gente ainda tem que pagar um percentual da taxa de entrega pra o aplicativo, a gente não recebe ela integralmente”, afirma.
Leia abaixo a íntegra da nota da associação que representa as empresas:
Nota à imprensa: 01/07/2020
O contexto da pandemia da Covid-19 teve efeitos severos sobre a economia, afetando a renda de milhões de brasileiros. Mesmo diante de um cenário crítico, as empresas associadas à Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (“AMOBITEC”) que atuam no setor de delivery implementaram, desde o início da pandemia, diversas ações de apoio aos entregadores parceiro, tais como a distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza, como máscara, álcool em gel e desinfetante, e a criação de fundos para o pagamento de auxílio financeiro para parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco. Além disso, os entregadores parceiros cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas.
As plataformas de delivery operam sistemas dinâmicos e flexíveis, que buscam equilibrar as necessidades de entregadores, de restaurantes e de usuários. As ações de combate à crise foram desenvolvidas mesmo em um cenário de acirramento da competição entre empresas e aumento expressivo no número de entregadores. Diante de um cenário econômico crítico como o da pandemia da Covid-19, a flexibilidade dos aplicativos foi essencial para que centenas de milhares de pessoas, entre entregadores, restaurantes, comerciantes e micro empresas, tivessem uma alternativa para gerar renda e apoiar o sustento de suas famílias.
É importante esclarecer que as empresas associadas à AMOBITEC não trabalham com esquema de pontuação para a distribuição de pedidos e deixam claro que a participação em atos como a manifestação desta quarta-feira (1/7) não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza.
A AMOBITEC e suas empresas associadas que atuam no setor de delivery reafirmam a abertura ao diálogo, sempre atentas às reivindicações dos entregadores parceiros para aprimorar a experiência de todos nas plataformas.

COM AGÊNCIAS

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