Em Manaus, flutuantes registram baixo movimento após reabertura


Proprietários contam que baixo fluxo de clientes acontece por flexibilização não permitir que clientes tomem banho em rio. Placa e cerca anunciam proibição para clientes tomarem banho em rio em flutuante de Manaus.
Patrick Marques/G1 AM
A movimentação de clientes em flutuantes de Manaus ficou abaixo do esperado na primeira semana de reabertura. Para proprietários, isso acontece porque a flexibilização do governo não permite que as pessoas tomem banho no rio.
O Governo do Amazonas autorizou a reabertura de flutuantes desde segunda-feira (16), mas apenas para aqueles que tenham como atividade principal o negócio de restaurante. O funcionamento total estava proibido desde setembro, quando o estado voltou a ter alta de casos de Covid-19.
De acordo com o gerente do Centro Turístico Praia Dourada (Tarumã, Zona Oeste), Nelson Marinho, o período em que os flutuantes estiveram fechados foi difícil para donos e funcionários, por ficarem sem renda. No local, funcionam quatro flutuantes.
Após a reabertura ser autorizada, a oportunidade de voltar a funcionar chegou, mas com restrições impostas pela pandemia. Nos flutuantes, além do uso obrigatório de máscara e distanciamento social, também não é permitido que clientes tomem banho no rio.
“Este é o primeiro fim de semana que estamos abrindo após o decreto. Boa parte do público, quando fica sabendo que não pode ir para o rio, voltam. Não ficam. Ainda mais quando vem com crianças que querem se divertir, ficar de molho e tudo mais. A gente está sentindo essa dificuldade”, disse Marinho.
O G1 entrou em contato com o Governo do Amazonas para esclarecer o motivo da proibição de banhos, mas ainda não obteve retorno.
Movimento de clientes em flutuantes de Manaus após reabertura foi abaixo do esperado por gerentes.
Patrick Marques/G1 AM
No fim da manhã deste domingo (22), o empresário Maxuel Rodrigues, de 33 anos, decidiu ir para um dos flutuantes da Praia Dourada, com parentes. Quando chegaram ao local, foram informados pelos funcionários que não está permitida a entrada dos clientes no rio.
“No primeiro momento, eu soube que os flutuantes tinham sido liberados. Eu não me atentei para a parte de que não podia entrar na água. Parece que a Covid-19 está dentro da água. Achei algo meio sem nexo. Isso prejudica o passeio em família em que as crianças não podem se divertir”, lamentou o empresário.
Apesar do cenário, o gerente do Centro Turístico afirmou que “a insistência é a marca de todo empresário”, para que o seu empreendimento possa voltar a funcionar normalmente e que o cenário da pandemia no estado possa diminuir.
Autorização governamental não permite que clientes de flutuantes tomem banho em rio, em Manaus.
Patrick Marques/G1 AM
“Assim nós estamos buscando permanecer abertos, funcionando, mantendo, pois a manutenção de ambientes em ar livre é bem mais complicada. Assim tem sido a nossa persistência em acreditar que vai melhorar e a população vai de novo utilizar essa área como lazer da família amazonense”, comentou Marinho.
Para a gerente administrativa de outro flutuante, Derika Tourinho, na primeira semana de reabertura das atividades, o estabelecimento enfrenta dificuldades devido as restrições. Apesar disso, eles estão contentes com a oportunidade de trabalhar.
“Inicialmente, estamos vendo como se comporta, mas, ainda assim, estamos enfrentando um pouco de dificuldade, porque o público manauara é um público que gosta de água. Então, é um pouco ruim para gente que é flutuante. É uma situação delicada, mas estamos nos enquadrando. As pessoas estão se acostumando em vir só para almoçar, ter esse ambiente mais natureza”, afirmou a gerente.
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